A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto anunciou, no 5.º Fórum Cultura, a decorrer no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, a criação da Rede Portuguesa Saber Fazer, uma nova rede nacional de cooperação e articulação institucional e territorial destinada à salvaguarda, transmissão, valorização e desenvolvimento sustentável das artes e ofícios tradicionais.
A iniciativa assegura a continuidade do investimento realizado no Programa Saber Fazer com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), consolidando-o numa política pública permanente com enquadramento institucional, instrumentos próprios de financiamento e capacidade de crescimento.
Com a coordenação da Direção-Geral das Artes (DGARTES), pretende-se que a Rede se constitua como um espaço de cooperação entre artesãos, profissionais, entidades públicas e privadas, instituições de ensino, municípios e agentes culturais. Promover a partilha de conhecimentos, a investigação e a inovação a partir dos territórios são os objetivos a concretizar através de oficinas em rede, um repositório digital ou programas de valorização, entre outros instrumentos.
A criação da Rede Portuguesa Saber Fazer sucede à integração das Artes e Ofícios Tradicionais no Regime de Apoio às Artes da DGARTES com um programa próprio, através do qual poderão ser financiados projetos de salvaguarda, transmissão, documentação, investigação, mediação cultural e valorização destes saberes. A adesão à Rede passa a constituir condição de acesso ao financiamento, sem conferir, por si só, direito à atribuição desse apoio.
Para recolher contributos do setor, a portaria que cria e regulamenta a Rede entra hoje em consulta pública por um período de 10 dias (Consulta – Portaria que aprova o Regulamento da Rede Portuguesa Saber Fazer). Em outubro, será possível formular os primeiros pedidos de adesão. Até final do ano, será lançado o primeiro aviso do Programa de Apoio às Artes e Ofícios Tradicionais.
→ Conheça a Portaria que aprova o Regulamento da Rede Portuguesa Saber Fazer
